outubro 2008 - Posts

Dia do Professor

Dia do professor

Cada vez mais temos a certeza que o mundo só se transforma a partir da educação. Assim, o professor sempre foi sinônimo de virtude e um modelo de exemplo para a sociedade. A partir dos tempos modernos, ele precisou se tornar um técnico, capaz de mudar os comportamentos e atitudes dos alunos. Mesmo com as novas máquinas e inteligências artificiais que transmitem dados e informações, muitas vezes melhor que o professor, só ele consegue transmitir valores. Sua influência através da palavra e do exemplo é inquestionável. Mas nunca foi fácil ser professor, atualmente tornou-se uma profissão inglória. Por isso homenagear o professor é uma justa maneira de valorizar a profissão da qual dependem, obrigatoriamente, todas as outras.

A festa do Dia do Professor ocorre, no Brasil, em 15 de outubro porque nessa data, no ano de 1827, D. Pedro I propôs a criação das escolas primárias no país. O documento tornou-se oficial em 15 de outubro de 1933, e a data comemorativa só em 1963 com o decreto 52.682. Desde então houve muitas modificações no sistema educacional brasileiro, geradas pelas graves crises da nossa economia, pelos regimes políticos que se sucederam, com os arrochos salariais, em todas as categorias profissionais e, em conseqüência disso, o nível da escolaridade do ensino caiu. E caiu muito, porque atingiu principalmente a carreira do professor - formador do pensamento da sociedade. O magistério possui características particulares, geradoras de estresse e de alterações do comportamento dos que nele trabalham.

   

Pensando nisso, a UNESCO lançou, em 1994, o Dia Mundial do Professor, que já é comemorado em mais de cem países no dia 05 de outubro, mas o Brasil manteve sua festa tradicional, que acontece dez dias depois.

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As Aparências Enganam 2

Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.
 
Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
 
Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...
 
Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.
 
O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.
 
E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
 
- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
 
O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
 
Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
 
E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
 
Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.
 
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
 
O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.
 
Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:
 
"A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."
 
Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.
 
Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.
 
......................................
 
Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.
 
E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.
 
Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.
 
Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.
 
Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

Fonte: revista Seleções do Reader's Digest, maio de 1945.

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