dezembro 2014 - Posts

Preparação para o mercado. Você realmente foi preparado?

Praticamente todos os cursos superiores dizem preparar os seus egressos para o mercado de trabalho, mas ainda hoje, poucos deles preparam os profissionais para empreenderem. A maioria os torna muito bons nas competências técnicas de suas respectivas áreas de atuação, mas no mundo em que vivemos atualmente, isso não basta. Ser bom tecnicamente pode ser o suficiente para desempenhar a profissão escolhida pelo profissional, mas o cotidiano vai lhe requerer outros conhecimentos, como gestão de pessoas, gestão financeira e gestão tributária, sendo que a esmagadora maioria dos egressos de cursos superiores não tem este conhecimento e acaba por adquiri-lo da forma mais traumática, que é o método da tentativa, erro.

Muitos buscam especializações para adquirirem estes conhecimentos e outros contratam profissionais que os possuem, para lhes auxiliarem, o que parece ser um caminho lógico, mas ainda assim, não é sem riscos. Infelizmente, nem todos os cursos são bons, assim como nem todos os profissionais atuando no mercado o são e há o risco de fazer escolhas ruins e terminar por realizar uma má gestão.

Quando desejamos escolher um curso superior ou um programa de pós-graduação stricto senso (mestrado e doutorado), podemos usar como referência de qualidade, a nota dele no IGC, do INEP, atribuída anualmente, que pode ser localizada em http://portal.inep.gov.br/educacao-superior/indicadores/indice-geral-de-cursos-igc. O IGC varia de 1 até 5 e um desempenho ruim pode levar inclusive ao descredenciamento da instituição de ensino. Imaginem o valor para o mercado, de um diploma emitido por uma instituição descredenciada... O pior é que muitos alunos não levam a sério a prova do ENADE, muitas vezes respondendo às perguntas de forma errada, com a intenção de errar. Eles acham que estarão promovendo uma "vingança" contra a instituição de ensino, em função de fatos que os deixaram insatisfeitos, mas na verdade, estão prejudicando a eles mesmos, pois quanto menor o conceito da IES (Instituição de Ensino Superior), menor o "valor" do diploma deles!

Adicionalmente, se a preocupação for apenas com a qualidade de um programa de pós-graduação stricto senso (mestrado e doutorado) podemos utilizar os conceitos atribuídos pela CAPES, que recomenda apenas os cursos que tenham obtido nota igual ou superior a "3", disponíveis em http://www.capes.gov.br/avaliacao/dados-do-snpg/cursos-recomendados-reconhecidos. As notas da CAPES variam de 1 até 7! O interessante aqui é o fato de existirem 5.691 cursos de pós-graduação no Brasil, mas apenas 3.806 (66,88%) serem recomendados pela CAPES, ou seja, 33,12% deles não conseguiram nota para a recomendação.

Mas e quanto aos cursos de latu senso (especialização)? Bem, estes não possuem nenhum tipo de avaliação e aí há espaço para os cursos ruins se colocarem, fazendo seus alunos desperdiçarem dinheiro e tempo em algo que não lhes será útil para nada, além do relacionamento com novas pessoas da área. Aqui vale destacar as louváveis iniciativas de alguns conselhos de classe que analisam cursos de suas competências técnicos e os reconhecem, ou não, conforme seus critérios, como são os casos do CFO e do CFP. Porém nenhuma entidade, até o momento, avaliou os cursos de gestão de consultórios, escritórios, etc.

Conseguimos claramente identificar profissões onde o ato de empreender é muito comum e portanto tendem a sofrer mais com esta deficiência, como é o caso das áreas da saúde que costumam montar seus consultórios pessoais (médicos, enfermeiros e odontólogos), além dos psicólogos que montam seus consultórios, educadores físicos que atuam como "personal trainners" e advogados que montam escritórios. Apesar de serem profissionais de áreas distintas, todos correm o risco de não terem obtido em suas formações as competências necessárias para o empreendedorismo.

Desta forma, anualmente, temos novos profissionais ingressando no mercado e iniciando suas atividades sem a noção de como devem proceder para o recolhimento de seus impostos, como funciona a contratação de quem irá secretariá-los, nem como gerir seus negócios. Ainda que sejam excelentes profissionais nos quesitos técnicos, pecam na gestão e acabam por ser exemplos de muito conhecimento e pouco sucesso financeiro. Tipo de pessoa muito comum hoje em dia, mas realmente não precisaria ser assim, bastaria que contassem com a orientação de bons profissionais. Aí recaímos em outro problema. Como localizar os bons? Pois é, esta tarefa não é das mais fáceis, principalmente para quem está ingressando no mercado... Lógico que não são apenas os entrantes que enfrentam problemas, ainda há os antigos, que em função da orientação de maus profissionais, realizam procedimentos errados ao longo de anos e quando descobrem o erro, acabam por ver uma parte razoável de seus ganhos ir embora em função deles...

Em artigos futuros pretendo abordar este assunto da gestão do negócio próprio em maior profundidade, até o próximo!

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O que fazer com o 13º salário? (2014)

No final do ano chega o tão esperado 13º salário e a principal pergunta é sempre, o que fazer com ele. Estas dicas simples devem ajuda-lo:

  1. O primeiro passo sempre será o pagamento de dívidas: avalie tudo o que deve (saldo negativo no banco, cartão de crédito, empréstimos, etc.), coloque estas dívidas em ordem decrescente da taxa de juros cobrada e realize o pagamento da maior quantidade possível delas. Desta forma se possuir o valor suficiente para a quitação das dívidas, terá ao menos quitada as mais caras;
  2. Caso tenho conseguido quitar as dívidas, ou não as tenha, agora é hora de focar nas compras de final de ano e férias. Se você conseguiu organizar as suas finanças, é hora de aproveitar um pouco. Então, pesquise preços (vá às lojas físicas e conheça os produtos, depois pesquise seus preços nas lojas online e nas ferramentas de busca de preços, como por exemplo o site Buscapé (http://www.buscape.com.br). Então compre no site ou volte à loja e negocie um desconto maior), relacione as despesas de final de ano (festas, presentes, antecipação de IPVA e IPTU) e planeje a sua viagem;
  3. A escolha entre um pacote de viagem e adquirir os itens avulsos vai depender do conhecimento que você possui do destino e do tempo que dispõe para isto. Na maioria dos casos sai mais barato adquirir tudo avulso, mas cada caso é um caso e vale a pena pesquisar. Lembre-se sempre que além das despesas com a viagem, precisará considerar alimentação, seguro viagem, aluguel de automóvel, combustível, pedágios, passeios, presentes, etc. Some todos estes itens quando for considerar o seu destino;
  4. Se a escolha for viajar para o exterior, considere não realizar compras no cartão de crédito, que possui um IOF de 6,38%. É mais vantajoso comprar a moeda estrangeira aqui, pagando apenas 0,38% de IOF. Informe-se no seu banco sobre a compra de moeda estrangeira, bem como os cartões pré-pagos ou os traveller checks. Em função do risco de andar com muito dinheiro "vivo", o ideal é diversificar entre estes meios de pagamento, chegando a um ponto de equilíbrio entre economia e segurança;
  5. Ainda no quesito viagem para o exterior, vale a pena informar-se sobre os limites de isenção nas compras em valor (US$ 300 para viagens por via terrestre e US$ 500 para viagens por via marítima ou aérea) e os limites em quantidade (Ex.: 20 unidades de produtos com preço abaixo de US$ 20, até 10 unidades de produtos idênticos, etc.). Confira as dicas em: http://www.receita.fazenda.gov.br/aduana/viajantes/dicaviajantes.htm;
  6. Quando estamos em viagem sempre é interessante visitar atrações turísticas, mas fique atento que os preços são menores quando compramos os ingressos adiantado. Uma ótima dica é o site City Pass. Eles vendem ingressos para eventos em diversas cidades e por preços bem atraentes (http://pt.citypass.com/);
  7. Pense também em espetáculos de teatro que são muito bons. Para estes indico o seguinte site (http://www.broadway.com/);
  8. Também não deixe de analisar as promoções em http://www.tripadvisor.com.br/ e http://www.expedia.com.br/, pois eles costumam ter promoções muito boas;
  9. Não torne a volta das férias um amargo regresso, lembre-se que no início de ano sempre temos um aumento de despesas (fatura do cartão das férias, IPVA e IPTU, caso não tenha antecipado, matrículas escolares, etc.), faça uma reserva para isso;
  10. Cuidado com a antecipação do 13º. Muitos bancos oferecem esta antecipação, que pode parecer boa, mas tenha cuidado que isto nada mais é do que um empréstimo e como tal terá incidência de juros. Isso só é interessante se você tiver dívidas com juros maiores do que os deste empréstimo, que pretenda quitar com ele;
  11. Um pouco mais difícil para alguns, mas também é uma ótima alternativa realizar investimentos com este valor, sim, poupar, nem que seja o que tenha sobrado do 13º. Desta forma a sobra de hoje poderá suprir uma falta de amanhã, ou colaborar com férias ainda melhores no próximo período.

 

Em resumo, a chave para o sucesso é sempre o planejamento prévio, portanto, planeje!

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O que fazer com o 13º salário?

Saiu hoje no Click RBS, na página do Diário Gaúcho, um artigo meu sobre o que fazer com o 13º salário. Reproduzo ele aqui abaixo para quem tiver interesse.

Site do Jornal: http://wp.clicrbs.com.br/trabalhador/?topo=52,1,1,,186,e186

 

 

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