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Reflexões

Neste blog abordarei assuntos a serem refletidos. Na sua maioria aspectos ligados à vida de um pequeno e/ou médio empresário. Seus desafios, curiosidades e constatações. Além de discutir alguns conceitos ligados à gestão de negócios.
  • O objetivo das empresas não é o lucro

    Este é um assunto muito interessante de debatermos, pois quando faço a pergunta sobre qual é o objetivo das empresas a grupos de pessoas, mais de 90% respondem que é obter lucro. Ocorre que esta não é a resposta certa, pois o objetivo das empresas não é o lucro, obviamente ele faz parte, mas não exclusivamente o objetivo delas. Para entender melhor isso precisamos definir alguns pontos.

    O que é uma empresa?

    Conceituando

    Segundo Peter Druker, é, basicamente,

    uma estrutura relacional humana e não deve ser confundida com seus ativos, sejam quais forem”.

    Foi definido que as empresas devem possuir personalidade jurídica, de onde surgem as pessoas jurídicas. Mas o que são pessoas jurídicas?

    De acordo com os artigos 40 a 69, do Código Civil Brasileiro (Lei 10.406/2002), podemos identificar que pessoa jurídica é

    a figura jurídica idealizada capaz de direitos e deveres na ordem civil. Pode ser formada por pessoas naturais ou por bens.
    As pessoas jurídicas são de direito público, interno ou externo e de direito privado.”

    Ainda segundo o Saber Jurídico (www.saberjuridico.com.br) a pessoa jurídica é

    aquela que sendo incorpórea, é compreendida por uma entidade coletiva ou artificial, legalmente organizada,
    com fins políticos, sociais, econômicos e outros, a que se destine, com existência autônoma,
    independente dos membros que a integram. É sujeita ativa ou passivamente, a direitos e obrigações.
    As pessoas jurídicas classificam-se de acordo com a sua natureza, constituição e finalidades, em pessoas jurídicas
    de Direito Público (União, Estados, Distrito Federal e Municípios) e pessoas jurídicas de
    Direito Privado (sociedades civis, sociedades comerciais, fundações, etc).

    Bem, desta simples definições já podemos inferir que nem todas as pessoas jurídicas visam ao lucro. Imaginem se um hospital público fosse visar ao lucro, como ficaria a saúde das pessoas mais pobres, que já não considerada boa… Ok, então daqui em diante passaremos a tratar de empresa como sendo as pessoas jurídicas de direito privado, apenas.

    Claro que ainda há outra distinção a fazer, pois existem as empresas com fins lucrativos e sem fins lucrativos. Então, qual a diferença entre elas? A diferença é sútil ao contrário do que muitas pessoas pensam. O fato de uma empresa ser sem fins lucrativos, não significa que ela não gere lucro, apenas significa que os lucros gerados por ela não podem ser distribuídos na forma de dividendos para as seus sócios/acionistas, devendo ser integralmente reinvestidos no negócio. Já as empresas com fins lucrativos são as que distribuem os seus lucros aos sócios/acionistas. Aqui separarei as sem fins lucrativos, chamando-as de entidades e as com fins lucrativos serão as nossas empresas.

    Desta forma então, definiremos como empresa, para fins desta discussão a pessoa jurídica com fins lucrativos e com o objetivo de exercer alguma atividade particular, produzindo e oferecendo bens e/ou serviços, com o objetivo de atender a alguma necessidade humana.

    Composição

    De acordo com a definição do tópico anterior, podemos identificar a composição de uma empresa como sendo o conjunto de sócios/acionista que detém a propriedade de suas cotas/ações com direito a voto.

    Desta forma e em função de sua composição, podemos inferir que este conjunto de pessoas, que colocou suas economias na empresa possuía algum objetivo com isso e portanto, por serem eles quem detém o direito a voto na empresa, esta naturalmente buscará alcançar os objetivos deles. Aqui então já podemos passar ao próximo tópico.

    Por que alguém investe em uma empresa?

    Imagine que você tenha dinheiro sobrando em casa e esteja decidindo o que fazer com ele. Você colocá-lo na caderneta de poupança, num fundo de renda fixa, fundo de renda variável, investir na bolsa de valores, ou montar uma empresa nova. Qual seria a sua decisão? Dependerá de quem lhe der o melhor retorno. Repare que não estou falando de lucro, mas de retorno e já deixarei clara a diferença.

    Retorno

    Como retorno definimos o valor que um investimento qualquer nos paga,

    Digamos que coloque o seu dinheiro na caderneta de poupança. Você obterá um retorno de 6,17% no ano, ou seja, se você tivesse $ 100.000, obteria um retorno de $ 6.170.

    Note que há uma diferença grande entre retorno e lucro, pois para retorno não levamos em consideração quanto nos custou para realizar o investimento. Por exemplo, suponha que investirmos $ 100.000 em um ativo e tivermos um custo de $ 2.000 nesta operação. Após determinado período retiramos o montante total de $ 101.200. Podemos afirmar que o nosso retorno foi de $ 1.200, ainda que o resultado da operação tenha sido um prejuízo de $ 800, uma vez que gastamos $ 2.000 para receber $ 1.200.

    Lucro

    Se colocar o seu dinheiro em um RDB pré-fixado com taxa de 8% ao ano, obterá um retorno de $ 8.000, deduzido o Imposto de Renda de 15% dele, ficará com um lucro de $ 6.800. É pouca coisa superior ao da caderneta de poupança, mas é superior.

    Repare que definimos lucro como sendo o excedente produzido por um investimento após a dedução de seus custos.

    Desta forma, caso você invista os seus $ 100.000 em uma empresa e ao final do ano esta empresa apresente um lucro (Receitas – Despesas – Custos) de 4,5%, ou seja, de $ 4.500, poderemos chamar isso de lucro? Claro que sim, investimos $ 100.000, geramos receitas, pagamos custos e despesas e após todos estes ainda nos sobrou um excedente de $ 4.500. Em outras palavras, no ano passado tinhamos $ 100.000, agora temos $ 104.500, graças ao nosso lucro.

    Você estaria satisfeito com este lucro de $ 4.500? Naturalmente que não, pois teria ganho $ 6.170 investindo na caderneta de poupança, ou $ 6.800 no título de renda fixa.

    O que podemos constatar aqui? Que você teve lucro, pois gerou um excedente de $ 4.500, mas no final das contas, deixou de ganhar dinheiro (é bem verdade que não perdeu, mas deixou de ganhar), por ter realizado o pior dos três investimentos.

    Sabendo que isto aconteceria, você investiria nesta empresa? Naturalmente que não.

    Caso já sócio da empresa e esta situação fosse comum nela, você permaneceria de sócio dela? Também não.

    Tendo poder nas decisões da empresa, você tentaria fazer algo para garantir que não deixaria de ganhar dinheiro? Claro que sim.

    Na condição de sócio você teria condições de influenciar nas decisões da empresa? Sim

    Considerando que a empresa não atua com estratégia em desacordo com a de seus sócios, até mesmo porque são estes que definem a estratégia dela, podemos afirmar que as empresas buscam os objetivos de seus sócios? Claro que sim.

    Então podemos afirmar que o objetivo das empresas é o objetivo de seus sócios? Novamente, sim.

    Também podemos afirmar, com base nas afirmações e cálculos anteriores, que o objetivo dos sócios não é apenas o lucro? Sim denovo, pois o sócio não ficaria satisfeito em ganhar $ 4.500, quando poderia ter um ganho $ 6.800.

    Ora, se o objetivo das empresas é o objetivo de seus sócios e o objetivo deles não é o lucro, podemos inferir que o objetivo das empresas não é o lucro!

    Mas afinal de contas então, qual o objetivo das empresas?

    Maximização de Riquezas

    Segundo Lawrence J. Gitman

    O objetivo da empresa e portanto, de todos os seus administradores e empregaods, consiste em
    maximizar a riqueza dos proprietários em cujo nome é operada.

    Qual lógica temos por trás disso? Simples, no exemplo de investimentos anterior em qual você investiria os seus $ 100.000?

    Investimento

    Retorno

    Resultado

    Situação

    Caderneta de Poupança

    $ 6.170

    Lucro de $ 6.170

    Deixou de ganhar $ 630

    RDB pré-fixado

    $ 8.000

    Lucro de $ 6.800

    Ganho máximo

    Ativo

    $ 1.200

    Prejuízo de $ 800

    Perdeu $ 800, além de deixar de ganhar $ 6.800.

    Nesta simples tabela podemos identificar a diferença dos conceitos:

    • Obtivemos retorno positivo em todos eles, portanto se nosso objetivo fosse obter retorno, não haveria diferença entre eles na hora de investir;
    • Obtivemos lucro nos dois primeros, neste caso sendo o lucro o nosso objetivo aprovaríamos qualquer um deles;
    • O maior ganho foi obtido apenas no segundo, neste caso ele seria o único investimento aprovado caso nosso objetivo fosse a maximização de riquezas.

    Lucro é um conceito simples, onde $ 0,01 pode ser lucro, já maximização de riquezas é um conceito mais amplo!

    Enquanto na avaliação de lucro consideramos apenas o resultado de um determinado período, na maximização de riquezas costumamos trabalhar com horizontes mais longos, aceitando inclusive incorrer em prejuízos momentâneos para a geração de resultados futuros mais vantajosos. Portanto consideramos como componentes da maximização de riquezas os seguintes fatores:

    • potencial de lucro;
    • tecnologia absorvida;
    • preço de mercado da empresa;
    • imagem da empresa e de seus produtos;
    • qualidade dos produtos/serviços produzidos pela empresa;
    • participação no mercado;
    • estratégias financeiras;
    • equipe (pessoal).

    Prova disso é que existem exemplos de empresas que mesmo em momentos que sofram prejuízos, tem seu valor de mercado aumentado, desta forma maximizando a riqueza de seus proprietários, pois não podemos esquecer que a riqueza dos proprietários não é medida apenas pela distribuição de lucros que recebem, mas também pelo valor de suas cotas/ações da empresa.

    Em que consiste a maximização de riquezas, então? A maximização de riquezas consiste em obtermos o máximo lucro possível a um dado nível de risco.

    Analisando a tabela anterior não poderíamos simplesmente afirmar que na realidade o objetivo da empresa é a maximização de lucro? Não e eu explico adiante.

    Maximização de Lucro

    Ainda que muitos acreditem ser este o objetivo das empresas, ele não o é. Se o fosse, segundo Laurence J. Gitman

    “o administrador financeiro somente praticaria atos que  tendessem a fazer uma grande contribuição
    para os lucros totais da empresa. Dentre cada conjunto de alternativaas considerado,
    o administrador financeiro escolheria o que devesse resultar em maior resultado monetário.

    Mas então, porque esta não é uma forma boa de definir o objetivo? Como o próprio Gitman menciona, ele possui três problemas muito grandes:

    1. o lucro é medido sem que levemos em consideração o momento de ocorrência de seus retornos, como se não houvesse variação do valor do dinheiro no tempo. Atente que no Demonstrativo de Resultado do Exercícios (oriundo da Contabilidade da empresa), constam valores de retornos do ano fiscal inteiro, sendo tratados de forma igual, independentemente de um recebimento haver ocorrido em Janeiro e o outro em Dezembro;
    2. não são considerados para a determinação do lucro os fluxos de caixa disponíveis para os sócios/acionistas, ou seja, ainda que indiquemos a existência de lucro, não há garantia de que haverá o valor monetário dele disponível;
    3. não há consideração alguma do risco envolvido no negócio.

    Ainda que no item1., possamos contra argumentar que os juros obtidos com o investimento dos recursos recebidos no início do ano também estarão constando do demonstrativo, ele despreza completamente o custo de oportunidade.

    Risco

    A maximização do lucro ainda ignora, conforme o item 3. acima, o risco, que segundo Laurence J. Gitman é

    a possibilidade de divergência entre os resultados reais e os esperados.

    Pessoalmente prefiro definir risco de uma forma mais genérica, como sendo

    a probabilidade de nossas expectativas serem frustradas, sejam elas quais forem.

    Na área financeiro estuda-se que sempre há um equilíbrio entre risco e retorno, ou seja, quanto maior o risco envolvido na operação, maior será o retorno obtido nela. Desta forma podemos inferir que jamais faremos investimentos mais arriscados, sem que nos seja oferecida uma remuneração maior, para compensar o risco. Ainda podemos concluir, que sendo a maximização do lucro o objetivo da empresa, seriam realizados investimentos cada vez mais arriscados, para que fosse sempre obtido o lucro máximo e nem sempre esta é a vontade dos sócios/acionistas.

    Como a maximização de lucros não leva em conta esta questão de risco, podemos afirmar que ela não atenda aos objetivos dos prorpietários da empresa e portanto, não deva ser utilizada, ou como afirma Laurence J. Gitman

    Por não atender aos objetivos dos proprietários da empresa,
    a maximização do lucro não deve ser o objetivo principal do administrador financeiro.

    Como funciona isso então? Como a sensibilidade ao risco é particular de cada pessoa, caberá aos proprietários da empresa definirem o nível de risco que aceitam correr e aos administradores dela, identificar quais investimentos atendem a estas condições e dentre estes os que oferecem o maior retorno, para que apenas eles sejam os eleitos, desta forma maximizando a riqueza de seus proprietários.

    Seleção dos investimentos

    A seleção dos investimentos passa pela identificação de todos disponíveis no mercado, para a posterior seleção dos que melhor atenderem aos interesses da empresa, ou em outras palavras, aos interesses dos proprietários da empresa.

    Como fazemos isso? Suponhamos que hajam apenas três investimentos disponíveis no mercado (exemplo simplório, mas suficiente para passar a lógica) e que os seus riscos e retornos estejam previstos no gráfico abaixo:

    image

    Neste caso simples identificamos haver

    • dois investimentos com menor risco: 2 e 3
    • dois investimentos com maior retorno: 1 e 3

    Qual você escolheria? Aquele que fosse maximizar a sua riqueza, ou seja, o de máximo retorno a um dado nível de risco: 3

    Os outros não gerariam lucro? Sim, mas a melhor opção é o 3, por ser o que gerá o maior retorno, possuindo o menor risco.

    Aqui chegamos na teoria da fronteira eficiente idealizada por Harry Markowitz em 1952, segundo a qual devemos escolher apenas os investimentos que estejam nesta fronteira, pois serão os únicos a maximizar nossa riqueza.

    image

    Ainda que o modelo de Markowitz tenha sido desenvolvido para investimentos em ações, ele aplica-se perfeitamente no nosso exemplo.

    Conclusão

    Analisadas as características da composição das empresas e dos retornos de investimentos, fica muito claro que o objetivo das empresas não limita-se ao foco no lucro, mas sim, no foco em muitas outras variáveis, sendo portanto o mais correto afirmar que o objetivo das empresas é a maximização da riqueza de seus proprietários!

  • Pessoa boa ou pessoa ruim...

    Há uma lenda antiga entre os índios Cherokee e eles a contam uns para os outros, a fim de que a lenda nunca morra.

    Eles costumam ensinar aos jovens índios que:

    - Há dois lobos dentro de você, em constante luta. Um é ruim, ele representa a raiva, a inveja, a cobiça, o ressentimento, a inferioridade, as mentiras e o ego.

    - O outro lobo é bom, ele representa alegria, paz, amor, esperança, humildade, ternura, empatia e verdade.

    Após refletir um pouco, os jovens índios sempre perguntam:

    - Mas qual dos dois lobos vencerá a luta?

    E é na resposta que vem o maior ensinamento:

    - Aquele que você alimentar mais...

    Se só pensamos em coisas ruins, acabamos sendo influenciados por elas e nos tornamos ruins. O mesmo ocorre se só pensarmos em coisas boas.

  • Sua empresa é maluca? Talvez devesse ser...

    Esta his(es)tória de difícil comprovação, está circulando pela internet, mas mesmo que não seja verdadeira, seu conteúdo serve para uma boa reflexão...

  • O que realmente é importante para você?

    Um grupo de ex-alunos, todos muito bem estabelecidos profissionalmente, se reuniu para visitar um antigo professor da universidade.

    Em pouco tempo a conversa girava em torno de queixas de estresse no trabalho e na vida como um todo.

    Ao oferecer café aos seus convidados, o professor foi à cozinha e retornou com um grande bule e uma variedade de xícaras. Porcelana, plástico, vidro, cristal; algumas simples, outras caras, outras requintadas; dizendo a todos para se servirem.

    Quando todos os estudantes estavam de xícara em punho, o professor disse:

      “Se vocês repararem pegaram todas as xícaras bonitas e caras, e deixaram as simples e baratas para trás. Uma vez que não é nada anormal que vocês queiram o melhor para si, isto é a fonte dos seus problemas e estresse. Vocês podem ter certeza de que a xícara em si não adiciona qualidade nenhuma ao café. Na maioria das vezes, são apenas mais caras e, algumas vezes, até ocultam o que estamos bebendo.O que todos vocês realmente queriam era o café, não as xícaras, mas escolheram, conscientemente, as melhores xícaras... e então ficaram de olho nas xícaras uns dos outros. Agora pensem nisso: A Vida é o café, e os empregos, dinheiro e posição social são as xícaras. Elas são apenas ferramentas para sustentar e conter a vida e o tipo de xícara que temos não define, nem altera, a qualidade de vida que vivemos.

    “Às vezes, ao nos concentrarmos apenas na xícara, deixamos de saborear o café que Deus nos deu”.

     

    Autor Desconhecido 

     

    Posted jun 27 2010, 02:38 by Paleo with no comments
    Filed under: ,
  • A influência do meio no comportamento

    Analisem bem esta foto e me digam se o meio não influencia no corportamento...

     

    Não venham me dizer que foi o adestrador que ensinou ao cachorro como se posicionar, nem um policial. Quantas vezes ele deve ter presenciado este procedimento para aprender???

    Posted dez 04 2009, 07:17 by Paleo with no comments
    Filed under:
  • Haja o que houver...

    Este texto foi traduzido automaticamente, portanto podem haver erros de português, por favor, relevem eles... 

    Haja o que houver...

    Na Romênia, um homem dizia sempre a seu filho:
    Haja o que houver, eu sempre estarei a seu lado!
    Aconteceu, nesta época, um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes.
    Estava nesta hora este homem em uma estrada. Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que sua esposa estava bem, mas seu filho estava na escola.
    Foi imediatamente para lá. E a encontrou totalmente destruída. Não restou, uma única parede de pé...
    Tomado de uma enorme tristeza. Ficou ali ouvindo, a voz feliz de seu filho e sua promessa (não cumprida): "Haja o que houver, eu estarei sempre a seu
    lado".
    Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição.
    A Voz de seu filho e sua promessa não cumprida, o dilaceravam.
    Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando sua mãozinha.
    O portão (que não mais existia); o corredor...
    Olhava as paredes, aquele rostinho confiante.
    Passava pela sala do 3º ano, virava o corredor e o olhava ao entrar.
    Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.
    Portão...
    Corredor...
    Virou a direita e parou em frente ao que deveria ser a porta da sala.
    Nada!
    Apenas uma pilha de material destruído. Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.
    Olhava tudo, desolado.
    E continuava a ouvir sua promessa: "Haja o que houver, eu sempre estarei com
    você".
    E ele não estava... Começou a cavar com as mãos. Nisto chegaram outros pais que, embora bem intencionados e, também, desolados, tentavam afastá-lo de lá
     dizendo:
    - Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém. Vá para casa.
    Ao que ele retrucava:
    - Você vai me ajudar?
    Mas ninguém o ajudava. E pouco a pouco, todos se afastavam. Chegaram os policiais que, também, tentaram retirá-lo dali pois viam que não havia
    chance de ter sobrado ninguém com vida...
    Havia outros locais com mais esperança de sobreviventes.
    Mas este homem não esquecia sua promessa ao filho, a única coisa que dizia para as pessoas que tentavam retirá-lo de lá era:
    - Você vai me ajudar?
    Mas eles também o abandonavam. Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa...
    "Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo?
    Você ainda vai por em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar, pois continuam havendo explosões e incêndios".
    Ele retrucava :
    -Você vai me ajudar?
    "Você está cego pela dor não enxerga mais nada. Ou então é a raiva da Desgraça"...
    -Você vai me ajudar?
    Um a um, todos se afastavam. Ele trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali. 5, 10, 12, 22, 24, 30 horas.
    Já exausto, dizia a si mesmo que precisava saber se seu filho estava vivo ou morto.
    Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando pelo filho, ouviu:
    - Pai... estou aqui!
    Feliz fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
    - Você está bem?
    - Estou. Mas com sede, fome e muito medo.
    - Tem mais alguém com você?
    - Sim, dos 36 da classe 14 estão comigo. Estamos presos em um vão entre dois pilares.
    - Estamos todos bem. Apenas conseguia se ouvir seus gritos de alegria.
    - Pai, eu falei a eles: Vocês podem ficar sossegados, pois meu pai irá nos achar.
    - Eles não acreditavam, mas eu dizia a toda hora... "Haja o que houver, meu pai, estará sempre a meu lado".
    - Vamos, abaixe-se e tente sair por este buraco.
    - Não! Deixe eles saírem primeiro. Eu sei que haja o que houver...
    - Você estará me esperando!
    (Esta história é verídica)

    É bom sabermos também que haja o que houver DEUS sempre está ao nosso lado.
    Pense nisso da próxima vez que você desanimar, por algum motivo...

    Autor Desconhecido

    Posted dez 11 2008, 09:55 by Paleo with no comments
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  • Ninguém é Insubstituível?

    Recebi por e-mail, mas mantenho a fonte original.

    (por Celia Spangher)

     

    Na sala de reuniões de uma multinacional, o CEO* nervoso fala com sua equipe de gestores. Agita as mãos mostra gráficos e olhando nos olhos de cada um ameaça: 'ninguém é insubstituível' . A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio. Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça. Ninguém ousa falar nada. De repente um braço se levanta e o CEO se prepara para triturar o atrevido:

    - Alguma pergunta?

    - Tenho sim. E o Beethoven?

    - Como? - o CEO encara o gestor confuso.

    - O senhor disse que ninguém é insubstituível. Então me diga quem substitui o Beethoven?

    Silêncio.

    Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso. Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que quando sai um é só encontrar outro para por no lugar.

    Quem substitui Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Dorival Caymmi? Garrincha? Michael Phelps? Santos Dumont? Monteiro Lobato?Faria Lima ? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge Amado? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso?

    Todos esses talentos marcaram a História fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem - ou seja - fizeram seu talento brilhar. E portanto são sim insubstituíveis. Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa. Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar 'seus gaps'.

    Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo, se Picasso era instável, Caymmi preguiçoso, Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico. O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

    Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do êxito de seu projeto.

    Se você ainda está focado em 'melhorar as fraquezas' de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo e Gisele Bundchen por ter nariz grande. E na sua gestão o mundo teria perdido todos esses talentos..

    (*) Chief Executive Officer (Diretor Executivo)

    Posted nov 02 2008, 01:18 by Paleo with no comments
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  • Dia do Professor

    Dia do professor

    Cada vez mais temos a certeza que o mundo só se transforma a partir da educação. Assim, o professor sempre foi sinônimo de virtude e um modelo de exemplo para a sociedade. A partir dos tempos modernos, ele precisou se tornar um técnico, capaz de mudar os comportamentos e atitudes dos alunos. Mesmo com as novas máquinas e inteligências artificiais que transmitem dados e informações, muitas vezes melhor que o professor, só ele consegue transmitir valores. Sua influência através da palavra e do exemplo é inquestionável. Mas nunca foi fácil ser professor, atualmente tornou-se uma profissão inglória. Por isso homenagear o professor é uma justa maneira de valorizar a profissão da qual dependem, obrigatoriamente, todas as outras.

    A festa do Dia do Professor ocorre, no Brasil, em 15 de outubro porque nessa data, no ano de 1827, D. Pedro I propôs a criação das escolas primárias no país. O documento tornou-se oficial em 15 de outubro de 1933, e a data comemorativa só em 1963 com o decreto 52.682. Desde então houve muitas modificações no sistema educacional brasileiro, geradas pelas graves crises da nossa economia, pelos regimes políticos que se sucederam, com os arrochos salariais, em todas as categorias profissionais e, em conseqüência disso, o nível da escolaridade do ensino caiu. E caiu muito, porque atingiu principalmente a carreira do professor - formador do pensamento da sociedade. O magistério possui características particulares, geradoras de estresse e de alterações do comportamento dos que nele trabalham.

       

    Pensando nisso, a UNESCO lançou, em 1994, o Dia Mundial do Professor, que já é comemorado em mais de cem países no dia 05 de outubro, mas o Brasil manteve sua festa tradicional, que acontece dez dias depois.

    Posted out 15 2008, 03:22 by Paleo with no comments
    Filed under:
  • As Aparências Enganam 2

    Num orfanato, igual a tantos outros que enxameiam por toda parte, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.
     
    Era uma criança lamentavelmente sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
     
    Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar...
     
    Sem carinho, sem afeto, sem esperança... Sua única companheira era a solidão.
     
    O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela.
     
    E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
     
    - Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
     
    O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
     
    Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
     
    E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
     
    Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava colocada a mensagem.
     
    De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
     
    O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos.
     
    Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem:
     
    "A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você."
     
    Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram.
     
    Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.
     
    ......................................
     
    Quantos de nós costumamos julgar as pessoas pelas aparências, embora saibamos que estas são enganadoras.
     
    E o pior é que, se as aparências não nos agradam, marcamos a pessoa e nos prevenimos contra ela e suas atitudes.
     
    Uma antiga e sábia oração dos índios Siuox, roga a Deus o auxílio para nunca julgar o próximo antes de ter andado sete dias com as suas sandálias.
     
    Isto quer dizer que, antes de criticar, julgar e condenar uma pessoa, devemos nos colocar no seu lugar e entender os seus sentimentos mais profundos.
     
    Aqueles que talvez ela queira esconder de si mesma, para proteger-se dos sofrimentos que a sua lembrança lhe causaria.

    Fonte: revista Seleções do Reader's Digest, maio de 1945.

  • Apreensão de livros e documentos em escritórios de contabilidade

    Decisão do Supremo Tribunal Federal

              O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os escritórios de contabilidade estão sujeitos à proteção constitucional de inviolabilidade domiciliar.

              Conforme decisão abaixo reproduzida, o STF deferiu habeas corpus reputando inadmissível a apreensão de livros contábeis e documentos fiscais em escritórios de contabilidade por agentes fazendários e policiais federais, sem mandato judicial.

     

    Segue decisão do STF (Informativo nº 514/08)

    HC N. 93.050-RJ*
    *RELATOR: MIN. CELSO DE MELLO*
    E M E N T A: FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA - APREENSÃO DE LIVROS CONTÁBEIS E
    DOCUMENTOS FISCAIS REALIZADA, EM ESCRITÓRIO DE CONTABILIDADE, POR
    AGENTES FAZENDÁRIOS E POLICIAIS FEDERAIS, SEM MANDADO JUDICIAL -
    INADMISSIBILIDADE - ESPAÇO PRIVADO, NÃO ABERTO AO PÚBLICO, SUJEITO À
    PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR (CF, ART. 5º, XI)
    - SUBSUNÇÃO AO CONCEITO NORMATIVO DE "CASA" - NECESSIDADE DE ORDEM
    JUDICIAL - ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA - DEVER DE
    OBSERVÂNCIA, POR PARTE DE SEUS ÓRGÃOS E AGENTES, DOS LIMITES JURÍDICOS
    IMPOSTOS PELA CONSTITUIÇÃO E PELAS LEIS DA REPÚBLICA - IMPOSSIBILIDADE
    DE UTILIZAÇÃO, PELO MINISTÉRIO PÚBLICO, DE PROVA OBTIDA COM TRANSGRESSÃO
    À GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR - PROVA ILÍCITA - INIDONEIDADE
    JURÍDICA - "HABEAS CORPUS" DEFERIDO.

    ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA - FISCALIZAÇÃO - PODERES - NECESSÁRIO RESPEITO
    AOS DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS DOS CONTRIBUINTES E DE TERCEIROS.
    - Não são absolutos os poderes de que se acham investidos os órgãos e
    agentes da administração tributária, pois o Estado, em tema de
    tributação, inclusive em matéria de fiscalização tributária, está
    sujeito à observância de um complexo de direitos e prerrogativas que
    assistem, constitucionalmente, aos contribuintes e aos cidadãos em
    geral. Na realidade, os poderes do Estado encontram, nos direitos e
    garantias individuais, limites intransponíveis, cujo desrespeito pode
    caracterizar ilícito constitucional.
    - A administração tributária, por isso mesmo, embora podendo muito, não
    pode tudo. É que, ao Estado, é somente lícito atuar, "respeitados os
    direitos individuais e nos termos da lei" (CF, art. 145, § 1º),
    consideradas, sobretudo, e para esse específico efeito, as limitações
    jurídicas decorrentes do próprio sistema instituído pela Lei
    Fundamental, cuja eficácia - que prepondera sobre todos os órgãos e
    agentes fazendários - restringe-lhes o alcance do poder de que se acham
    investidos, especialmente quando exercido em face do contribuinte e dos
    cidadãos da República, que são titulares de garantias impregnadas de
    estatura constitucional e que, por tal razão, não podem ser
    transgredidas por aqueles que exercem a autoridade em nome do Estado.
    A GARANTIA DA INVIOLABILIDADE DOMICILIAR COMO LIMITAÇÃO CONSTITUCIONAL
    AO PODER DO ESTADO EM TEMA DE FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA - CONCEITO DE
    "CASA" PARA EFEITO DE PROTEÇÃO CONSTITUCIONAL - AMPLITUDE DESSA NOÇÃO
    CONCEITUAL, QUE TAMBÉM COMPREENDE OS ESPAÇOS PRIVADOS NÃO ABERTOS AO
    PÚBLICO, ONDE ALGUÉM EXERCE ATIVIDADE PROFISSIONAL: NECESSIDADE, EM TAL
    HIPÓTESE, DE MANDADO JUDICIAL (CF, ART. 5º, XI).
    - Para os fins da proteção jurídica a que se refere o art. 5º, XI, da
    Constituição da República, o conceito normativo de "casa" revela-se
    abrangente e, por estender-se a qualquer compartimento privado não
    aberto ao público, onde alguém exerce profissão ou atividade (CP, art.
    150, § 4º, III), compreende, observada essa específica limitação
    espacial (área interna não acessível ao público), os escritórios
    profissionais, inclusive os de contabilidade, "embora sem conexão com a
    casa de moradia propriamente dita" (NELSON HUNGRIA). Doutrina. Precedentes.
    - Sem que ocorra qualquer das situações excepcionais taxativamente
    previstas no texto constitucional (art. 5º, XI), nenhum agente público,
    ainda que vinculado à administração tributária do Estado, poderá, contra
    a vontade de quem de direito ("invito domino"), ingressar, durante o
    dia, sem mandado judicial, em espaço privado não aberto ao público, onde
    alguém exerce sua atividade profissional, sob pena de a prova resultante
    da diligência de busca e apreensão assim executada reputar-se
    inadmissível, porque impregnada de ilicitude material. Doutrina.
    Precedentes específicos, em tema de fiscalização tributária, a propósito
    de escritórios de contabilidade (STF).
    - O atributo da auto-executoriedade dos atos administrativos, que traduz
    expressão concretizadora do "privilège du preálable", não prevalece
    sobre a garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar, ainda que
    se cuide de atividade exercida pelo Poder Público em sede de
    fiscalização tributária. Doutrina. Precedentes.

    ILICITUDE DA PROVA - INADMISSIBILIDADE DE SUA PRODUÇÃO EM JUÍZO (OU
    PERANTE QUALQUER INSTÂNCIA DE PODER) - INIDONEIDADE JURÍDICA DA PROVA
    RESULTANTE DE TRANSGRESSÃO ESTATAL AO REGIME CONSTITUCIONAL DOS DIREITOS
    E GARANTIAS INDIVIDUAIS.

    - A ação persecutória do Estado, qualquer que seja a instância de poder
    perante a qual se instaure, para revestir-se de legitimidade, não pode
    apoiar-se em elementos probatórios ilicitamente obtidos, sob pena de
    ofensa à garantia constitucional do "due process of law", que tem, no
    dogma da inadmissibilidade das provas ilícitas, uma de suas mais
    expressivas projeções concretizadoras no plano do nosso sistema de
    direito positivo. A "Exclusionary Rule" consagrada pela jurisprudência
    da Suprema Corte dos Estados Unidos da América como limitação ao poder
    do Estado de produzir prova em sede processual penal.
    - A Constituição da República, em norma revestida de conteúdo vedatório
    (CF, art. 5º, LVI), desautoriza, por incompatível com os postulados que
    regem uma sociedade fundada em bases democráticas (CF, art. 1º),
    qualquer prova cuja obtenção, pelo Poder Público, derive de transgressão
    a cláusulas de ordem constitucional, repelindo, por isso mesmo,
    quaisquer elementos probatórios que resultem de violação do direito
    material (ou, até mesmo, do direito processual), não prevalecendo, em
    conseqüência, no ordenamento normativo brasileiro, em matéria de
    atividade probatória, a fórmula autoritária do "male captum, bene
    retentum". Doutrina. Precedentes.
    - A circunstância de a administração estatal achar-se investida de
    poderes excepcionais que lhe permitem exercer a fiscalização em sede
    tributária não a exonera do dever de observar, para efeito do legítimo
    desempenho de tais prerrogativas, os limites impostos pela Constituição
    e pelas leis da República, sob pena de os órgãos governamentais
    incidirem em frontal desrespeito às garantias constitucionalmente
    asseguradas aos cidadãos em geral e aos contribuintes em particular.
    - Os procedimentos dos agentes da administração tributária que
    contrariem os postulados consagrados pela Constituição da República
    revelam-se inaceitáveis e não podem ser corroborados pelo Supremo
    Tribunal Federal, sob pena de inadmissível subversão dos postulados
    constitucionais que definem, de modo estrito, os limites -
    inultrapassáveis - que restringem os poderes do Estado em suas relações
    com os contribuintes e com terceiros.
    A QUESTÃO DA DOUTRINA DOS FRUTOS DA ÁRVORE ENVENENADA ("FRUITS OF THE
    POISONOUS TREE"): A QUESTÃO DA ILICITUDE POR DERIVAÇÃO.
    - Ninguém pode ser investigado, denunciado ou condenado com base,
    unicamente, em provas ilícitas, quer se trate de ilicitude originária,
    quer se cuide de ilicitude por derivação. Qualquer novo dado probatório,
    ainda que produzido, de modo válido, em momento subseqüente, não pode
    apoiar-se, não pode ter fundamento causal nem derivar de prova
    comprometida pela mácula da ilicitude originária.
    - A exclusão da prova originariamente ilícita - ou daquela afetada pelo
    vício da ilicitude por derivação - representa um dos meios mais
    expressivos destinados a conferir efetividade à garantia do "due process
    of law" e a tornar mais intensa, pelo banimento da prova ilicitamente
    obtida, a tutela constitucional que preserva os direitos e prerrogativas
    que assistem a qualquer acusado em sede processual penal. Doutrina.
    Precedentes.
    - A doutrina da ilicitude por derivação (teoria dos "frutos da árvore
    envenenada") repudia, por constitucionalmente inadmissíveis, os meios
    probatórios, que, não obstante produzidos, validamente, em momento
    ulterior, acham-se afetados, no entanto, pelo vício (gravíssimo) da
    ilicitude originária, que a eles se transmite, contaminando-os, por
    efeito de repercussão causal. Hipótese em que os novos dados probatórios
    somente foram conhecidos, pelo Poder Público, em razão de anterior
    transgressão praticada, originariamente, pelos agentes estatais, que
    desrespeitaram a garantia constitucional da inviolabilidade domiciliar.
    - Revelam-se inadmissíveis, desse modo, em decorrência da ilicitude por
    derivação, os elementos probatórios a que os órgãos estatais somente
    tiveram acesso em razão da prova originariamente ilícita, obtida como
    resultado da transgressão, por agentes públicos, de direitos e garantias
    constitucionais e legais, cuja eficácia condicionante, no plano do
    ordenamento positivo brasileiro, traduz significativa limitação de ordem
    jurídica ao poder do Estado em face dos cidadãos.
    - Se, no entanto, o órgão da persecução penal demonstrar que obteve,
    legitimamente, novos elementos de informação a partir de uma fonte
    autônoma de prova - que não guarde qualquer relação de dependência nem
    decorra da prova originariamente ilícita, com esta não mantendo
    vinculação causal -, tais dados probatórios revelar-se-ão plenamente
    admissíveis, porque não contaminados pela mácula da ilicitude originária.
    - A QUESTÃO DA FONTE AUTÔNOMA DE PROVA ("AN INDEPENDENT SOURCE") E A SUA
    DESVINCULAÇÃO CAUSAL DA PROVA ILICITAMENTE OBTIDA - DOUTRINA -
    PRECEDENTES DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (RHC 90.376/RJ, Rel. Min. CELSO
    DE MELLO, v.g.) - JURISPRUDÊNCIA COMPARADA (A EXPERIÊNCIA DA SUPREMA
    CORTE AMERICANA): CASOS "SILVERTHORNE LUMBER CO. V. UNITED STATES
    (1920); SEGURA V. UNITED STATES (1984); NIX V. WILLIAMS (1984); MURRAY
    V. UNITED STATES (1988)", v.g..

    Posted set 05 2008, 02:01 by Paleo with no comments
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  • As cinco bolas

    Imagine a vida como um jogo, no qual você faz malabarismo com cinco bolas que são lançadas no ar... Essas bolas são: o trabalho, a família, a saúde, os amigos e o espírito.

    O trabalho é a única bola de borracha. Se cair, bate no chão e *** para cima. Mas as quatro outras são de vidro. Se caírem no chão, quebrarão e ficarão permanentemente danificadas. Entendam isso e assim conseguirão o equilíbrio na vida.

    Como?


    Não diminua seu próprio valor, comparando-se com outras pessoas.
    Somos todos diferentes: cada um de nós é um ser especial.
    Não fixe seus objetivos com base no que os outros acham importante. Só você tem condições de escolher o que é melhor para si próprio.
    Dê valor e respeite as coisas mais queridas de seu coração. Apegue-se a elas como à própria vida. Sem elas a vida carece de sentido.
    Não deixe que a vida escorra entre os dedos por viver no passado ou no futuro.
    Se viver um dia de cada vez, viverá todos os dias de sua vida.
    Não desista enquanto ainda é capaz de um esforço a mais.
    Nada termina até o momento em que se deixa de tentar.
    Não tema admitir que não é perfeito.
    Não tema enfrentar riscos. É correndo riscos que aprendemos a ser valentes.
    Não exclua o amor de sua vida, dizendo que não se pode encontrá-lo. A melhor forma de receber amor é dá-lo. A forma mais rápida de ficar sem amor é apegar-se demasiado a si próprio. A melhor forma de manter o amor é dar-lhe asas.
    Não corra tanto pela vida a ponto de esquecer onde esteve e para onde vai.
    Não tenha medo de aprender. O conhecimento é leve. É um tesouro que se carrega facilmente.
    Não use imprudentemente o tempo ou as palavras. Não se pode recuperar uma palavra dita.
    A vida não é uma corrida, mas sim uma viagem, que deve ser desfrutada a cada passo.

    Lembre-se: ontem é história. Amanhã é mistério e HOJE é uma dádiva. Por isso se chama "presente".

     

    Autor desconhecido.

  • O problema

    Certo dia, num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião, foi preciso encontrar um substituto.  O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para descobrir quem seria o novo sentinela.

    O Mestre, com muita tranquilidade, falou:
    - Assumirá o posto o monge que conseguir resolver primeiro o problema que eu vou apresentar.

    Então ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro,
    com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo. E disse apenas:

    - Aqui está o problema!

    Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro! O que representaria? O que fazer? Qual o
    enigma?

    Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, dirigiu-se ao centro da sala e ...ZAPT!... destruiu
    tudo, com um só golpe.

    Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:

    Você é o novo Guardião. Não importa que o problema seja algo lindíssimo.
    Se for um problema, precisa ser eliminado.


    Um problema é um problema, mesmo que se trate de uma mulher sensacional, um homem maravilhoso ou um grande amor que se acabou. Por mais lindo que
    seja ou tenha sido, se não existir mais sentido para ele em sua vida, deve ser suprimido.

    Muitas pessoas carregam a vida inteira o peso de coisas que foram importantes no passado, mas que hoje somente ocupam espaço - um lugar indispensável para criar a vida.

    Os orientais dizem:

    - Para você beber vinho numa taça cheia de chá, é necessário primeiro jogar o chá para, então, beber o vinho.

    Ou seja, para aprender o novo, é essencial desaprender o velho.
    Limpe a sua vida, comece pelas gavetas, armários até chegar às pessoas do passado que não fazem mais sentido estar ocupando espaço em sua mente.

    Vai ficar mais fácil ser feliz.

  • Show da língua portuguesa

    Recebi isto por e-mail de meu grande amigo Huldo Cony e resolvi compartilhar com vocês. Vale a pena refletir sobre isso...

    Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu
    assim:

    "Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta
    do padeiro nada dou aos pobres."
    Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro
    concorrentes.

    1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta
    do padeiro. Nada dou aos pobres.

    2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:
    Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta
    do padeiro. Nada dou aos pobres.

    3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
    conta do padeiro. Nada dou aos pobres.

    4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta
    interpretação:
    Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a
    conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.

    Moral da história:
    A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que
    fazemos sua pontuação.
    E isso faz toda a diferença...

    Posted jul 28 2008, 04:20 by Paleo with no comments
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  • Sacudindo a terra

     

    Um dia, o cavalo de um camponês caiu num poço.  Não chegou a se ferir, mas não podia sair dali por conta própria.

    Por isso o animal chorou fortemente durante horas, enquanto o camponês pensava no que fazer.

    Finalmente, o camponês tomou uma decisão cruel: concluiu que o cavalo já estava muito velho e não servia mais para nada, e também o poço já estava mesmo seco, precisaria  ser tapado de alguma forma.

    Portanto, não valia a pena se esforçar para tirar o cavalo de dentro do poço. Ao contrário, chamou seus vizinhos para ajudá-lo a enterrar vivo o cavalo.

    Cada um deles pegou uma pá e começou a jogar terra dentro do poço.

    O cavalo não tardou a se dar conta do que estavam fazendo com ele, e chorou desesperadamente.

    Porém, para surpresa de todos, o cavalo quietou-se depois de umas quantas pás de terra que levou.

    O camponês finalmente olhou para o fundo do poço e se surpreendeu com o que viu.  A cada pá de terra que caía sobre suas costas o cavalo a sacudia, dando um passo sobre esta mesma terra que caía ao chão.

    Assim, em pouco tempo, todos viram como o cavalo conseguiu chegar até a boca do poço, passar por cima da borda e sair dali trotando.

    A vida vai lhe jogar muita terra, todo o tipo de terra. Principalmente se você já estiver dentro de um poço.

    O segredo para sair do poço é sacudir a terra que se leva nas costas e dar um passo sobre ela.

    Cada um de nossos problemas é um degrau que nos conduz para cima. Podemos sair dos mais profundos buracos se não nos dermos por vencidos. Use  a terra que te jogam para seguir adiante!

    Recorde as 5 regras para ser feliz:

    1- Liberte o seu coração do ódio.

    2 - Liberte a sua mente das preocupações.

    3 - Simplifique a sua vida.

    4- Dê mais e espere menos.

    5- Ame mais e... aceite a terra que lhe jogam, pois ela pode ser a solução,  não o problema.

    QUE AMANHÃ SEJA UM DIA AINDA MELHOR DO QUE FOI HOJE!

    Posted jul 28 2008, 10:49 by Paleo with no comments
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  • A viagem

    A todos queridos leitores de meu blog...

    Vamos comparar a vida a uma viagem de trem?  

    Uma comparação extremamente interessante, quando bem interpretada.

    Interessante, porque nossa vida é como uma viagem de trem, cheia de embarques e desembarques, de pequenos acidentes pelo caminho, de surpresas agradáveis com alguns embarques e de tristezas com os desembarques... 

    Quando nascemos, ao embarcarmos nesse trem, encontramos duas pessoas que, acreditamos que farão conosco a viagem até o fim: nossos pais. Não é verdade. Infelizmente, em alguma estação, eles desembarcam, deixando-nos órfãos de seus carinho, proteção, amor e afeto.

    Mas isso não impede que, durante a viagem, embarquem pessoas interessantes que virão ser especiais para nós: nossos irmãos, amigos e amores.

    Muitas pessoas tomam esse trem a passeio. Outras fazem a viagem experimentando somente tristezas. E no trem há, também, outras que passam de vagão em vagão, prontas para ajudar quem precisa. 

    Muitos descem e deixam saudades eternas. Outros tantos viajam no trem de tal forma que, quando desocupam seus assentos, ninguém sequer percebe.

    Curioso é considerar que alguns passageiros que nos são tão caros acomodam-se em vagões diferentes do nosso. 

    Isso nos obriga a fazer essa viagem separados deles. Mas isso não nos impede de, com grande dificuldade, atravessarmos nosso vagão e chegarmos até eles.  O difícil é aceitarmos que não podemos sentar ao seu lado, pois outra pessoa estará ocupando esse lugar. 

    Essa viagem é assim: cheia de atropelos, sonhos, fantasias, esperas, embarques e desembarques. Sabemos que esse trem jamais volta.

    Façamos essa viagem da melhor maneira possível, tentando manter um bom relacionamento com todos, procurando em cada um o que tem de melhor, lembrando sempre que, em algum momento do trajeto poderão fraquejar, e provavelmente, precisaremos entender isso. Nós mesmos fraquejamos algumas vezes. E certamente, alguém nos entenderá.

    O grande mistério  é que não sabemos em qual parada desceremos.

    E fico pensando: quando eu descer desse trem sentirei saudades? Sim.

    Deixar meus filhos viajando sozinhos será muito triste. Separar-me dos amigos que nele fiz, do amor da minha vida, será para mim dolorido.

    Mas me agarro na esperança de que, em algum momento, estarei na estação principal, e terei a emoção de vê-los chegar com sua bagagem, que não tinham quando embarcaram.

    E o que me deixará feliz é saber que, de alguma forma, eu colaborei para que essa bagagem tenha crescido e se tornado valiosa.

    Agora, nesse momento, o trem diminui sua velocidade para que embarquem e desembarquem pessoas. Minha expectativa aumenta, à medida que o trem vai diminuindo sua velocidade...

    Quem entrará? Quem sairá?

    Eu gostaria que você pensasse no desembarque do trem, não só como a representação da morte, mas, também, como o término de uma história, de algo que duas ou mais pessoas construíram e que, por um motivo ínfimo, deixaram desmoronar.

    Fico feliz em perceber que certas pessoas como nós, têm a capacidade de reconstruir para recomeçar.

    Isso é sinal de garra e de luta, é saber viver, é tirar o melhor de "todos os passageiros".

    Agradeço muito por você fazer parte da minha viagem, e por mais que nossos assentos não estejam lado a lado, com certeza, o vagão é o mesmo.

    Posted jul 28 2008, 03:00 by Paleo with no comments
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