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Vamos lá então, continuando a saga da migração de HDs...

Considerações iniciais:

1. Não há como fazer um omelete sem quebrar os ovos! Cool Neste caso a frase significa, podem ocorrer alguns problemas e outros ocorrerão com certeza, portanto devemos nos preparar para ambos. Esta preparação significa cópias de segurança.

Certo, mais quais seriam os principais problemas que vão ocorrer com certeza?

a) as cópias de sombra serão todas perdidas;

b) o agendamento para a geração de cópias de sombra vai gerar passar a registrar erros na criação das cópias de sombra. No log eles serão encontrados como erro 7001, com a fonte VSS. Isso deve-se ao fato de que o ID dos discos será alterado após nossas migrações. A solução é simples. Após a migração desabilite o Shadow Copy (já terá perdido as imagens antigas mesmo, conforme item a), vá ao agendador de tarefas e exclua todas tarefas com o nome de Shadow Copy, depois re-habilite o Shadow Copy nos discos (pode verificar que vão aparecer novas tarefas no agendador, já com os novos IDs). Recomendável aqui é que antes de habilitar o Shadow Copy clique em "Settings" dos discos e altere o drive de destino, para que as cópias fiquem em outro drive, desta forma, se perder algum arquivo por falha no disco, ainda terá uma chance de recuperá-lo.

c) você vai passar a ter problemas com o servidor DHCP em função de interferência de seu antivirus, nas gravações dele. Sei, vai dizer que já configurou isto certo? Claro, mas foi no disco antigo, que possuia outro ID. Vá à console de AV e verifique. Encontrará algo como "\Device\HarddiskDmVolumes\PhysicalDmVolumes\BlockVolume2\PROGRAM FILES\GFI\" nele. Sim, claro, isto não afetará apenas o servidor DHCP, mas todas "Exception Rules" que você havia criado. Apenas altere o caminho que transformou-se em lixo ("\Device\HarddiskDmVolumes\PhysicalDmVolumes\BlockVolume2\") de volta para a letra correspondente e estará tudo resolvido. Por exemplo, para "D:\".

Adicionalmente, considerando a excasses de discos, alguns dados terão de ser descartados para que se consiga migrar os demais e neste caso foi escolhido o disco F:\, sim, o dos backups. Isto significa que caso algo dê errado, nem adianta pensar em restaurar um backup, pois ele não existirá.

Claro, que não seria tão louco ao ponto de ficar sem nenhuma cópia, portanto limpei o drive F:\, o que deixou o HD1 quase vazio e fiz um backup apenas dos arquivos, para o HD3 (que ainda não havia mencionado, mas é um drive de notebook, conectado via USB 2.0).

Depois fiz um backup do drive de programas (D:\), para o espaço livre que acabei de criar no HD1 e imediatamente restaurei ele no HD3. Depois alterei a letra do drive D:\ para K:\ e atribui a letra D:\ para o drive do HD3 onde havia restaurado ele. Naturalmente recebi o aviso que a alteração só valeria após um reboot e rebootei a máquina.

Os programas, drive D:\ passaram a ser lidos do HD3, então para ter certeza, antes de arriscar perder algo, removi a atribuição de letra do antigo drive D:\ e rebootei novamente. Tudo funcionou perfeito.

Neste momento transferi o backup dos Programas que estava no HD1 para o HD3, o que quase lotou ele e limpei todo HD1. Logo após transformei o disco em Básico e criei três partições nele.

HD1: 31 MB FAT16 EISA Configuration; 74,47 GB NTFS; 74,55 GB NTFS.

As duas primeiras serão clones do HD0, para o Sistema e as Configurações de Restauração dele e a segunda será o drive de programas D:\. O que vai mudar aqui? O drive de sistema passará de 25,68 GB para 74,47 GB e o de programas de 59,3 GB para 74,55 GB. A alteração nos programas não será tão grande, mas considerando que já havia 20,3 GB livres nele, estes 15,25 GB adicionais darão conta do recado por um bom tempo. Adicionalmente passaremos a ter um clone do drive de sistema, para o caso dele apresentar algum problema.

Claro, o ideal seria usar RAID, mas o que fazer quando o cliente se nega a comprar o hardware? Fazer RAID via software é terrível, fica tão lento que só serve para queimar o nome de quem fez...

Restaurado o backup do drive D:\ no seu novo destinado, realizado novamente o procedimento de troca da atribuição de letras dos drives e pronto, está concluída a fase 1 de 3 desta migração. Agora é fazer os devidos ajustes no AV, conforme descrito anteriormente.

Neste momento apenas a 1a. e a 3a. partição do HD1 possuem conteúdo. A primeira já é um clone da primeira do HD0 e a terceira são os programas. Por que ainda não fiz o clone do sistema para a segunda partição? Porque vou precisar deste espaço para o passo 2, uma vez que o HD3 já está quase cheio.

Softwares usados aqui? Paragon Drive Backup Enterprise Server 8.0 para a criação e restauração dos Backups e Acronis Disk Director Server 10.0 para as alterações no HD1 (limpando, convertendo o disco em básico e criando as partições). Sim, o segundo poderia ter sido substituído pelo MMC de gerenciamento de discos do próprio sistema operacional, sem problemas.

Concordo que havia outras formas de realizar este procedimento, mas devido às restrições físicas e orçamentárias impostas, foi a saída utilizada. O downtime total do servidor foi de 5 minutos, em função dos reboots e nenhum cliente reclamou de lentidão e ou problema com programa em uso.

Read the complete post at http://msmvps.com/blogs/paleo/archive/2007/10/04/md2.aspx

Published quinta-feira, 4 de outubro de 2007 11:53 by Carlos Fernando Paleo da Rocha<br />SBS MVP in Brazil